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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Trigo x cereais e outros híbridos no século passado

Publico esta conversa que fiz com meu irmão Walter Meira quando era adolescente, em homenagem a sua graduação médica neste ano de 5775.


O que é exatamente o glúten?  Porque muitas pessoas tem alergia a ele?
Glúten é a fração proteica do cereal, é onde está o germe, onde começa o broto da nova planta. Aí estão contidas as informações, codificadas em forma de proteínas e aminoácidos. O amido que circunda o broto serviria como substrato energético para as reações ordenadas pelo broto. Por isso a alergia é com as informações contidas nas proteínas e não com o amido.

Aqui temos um híbrido inter-espécie muito disseminado, o triticale, mistura de Triticum (trigo) com Secale (centeio). Por volta de 70% da farinha de trigo utilizada globalmente é de triticale. Os anticorpos vão reconhecer a aberração genética através das proteínas no glúten do triticale.

Popularmente quando referem ao glúten de outros cereais diferentes de Trigo (aveia, cevada centeio) é porque ao serem moídos no mesmo moinho que o Trigo acabam contaminados em pequeníssimas proporções, mas o suficiente para estimular as reações alérgicas diversas, principalmente nos cólons, originando e piorando as colites auto-imunes.

Monitoração detalhada de doentes celíacos e de Crohn mostraram diminuição de anticorpos específicos  mesmo usando outros cereais não contaminados com Trigo ou Triticale.
     
Parece que a uva é geralmente enxertada com um tipo que não da fruto mas que dura bastante tempo e outra mas fraca só que dá muitos frutos. Isso seria hibridismo ou não, já que o enxerto é feito só a partir de parreiras de uvas ?  E se é hibrido porque dá mais frutos e dura mais? 
O híbrido que gera proteínas estranhas é o "inter-espécie", ou seja, entre espécies diferentes. 

O hibridismo entre variedades de uma mesma espécie é coerente e natural. Os híbridos intra-espécies usuais entre nós são os feijões, os milhos. Quanto a uva desconheço.

A laranja que é enxertada no pé de limão é inadequada (o chamado limão Taiti também é uma laranja enxertada). 

As laranjas Limas tendem a ser íntegras geneticamente pois são plantadas de sementes, chamam de "pé-franco".


Tenho visto na TV que muitos agricultores estão plantando mexerica sem semente, seria essa uma variedade hibrida ou transgênica da fruta? 
Por enquanto os transgênicos disseminados são os de culturas globais, como a soja, o milho, o algodão, a canola, o trigo.

Frutas sem sementes são obtidas selecionando indivíduos inviáveis, geralmente com alterações cromossômicas, como no caso de melancias, são selecionados os triploides, utilizando polinização controlada entre diploides e tetraploides.

Um bom índice de integridade genética é quando consegue se reproduzir. 

Após três gerações é possível que seja íntegro, depois de 10 gerações, é muito provável.


Você acha que a interferência humana fazendo peixes em laboratório, não cria um desequilíbrio ecológico?
Neste assunto é bom lembrar o que acontece nos pesqueiros e criadouros comerciais: a hibridização dos peixeis. Quando o cuidado clínico é minucioso, oriento somente os peixes de alto mar.
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Glifosato piora

Número 668 - 28 de março de 2014

Car@s Amig@s,

No final de 2013 a revista científica Interdisciplinary Toxicology (doInstituto de Farmacologia Experimental da Academia Eslovaca de Ciências) publicou um artigo que coloca em questão a verdadeira origem da chamada doença celíaca – uma doença autoimune, cujos efeitos são precipitados pelo consumo de alimentos contendo glúten. O glúten é uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e aveia, e os portadores da doença celíaca devem suprimir da dieta todos os alimentos contendo, sobretudo, trigo e seus derivados (por exemplo, massas em geral).

Segundo os autores do artigo, intitulado “Glifosato, caminhos para doenças modernas II: doença celíaca e intolerância ao glúten” (traduzido do inglês), a intolerância ao glúten tem crescido de forma epidêmica nos EUA e, a cada vez mais, também no mundo. Estima-se que atualmente cerca de 5% da população dos EUA e da Europa sofram desse mal.

Os sintomas da doença incluem náusea, diarreia, erupções cutâneas, anemia macrocítica e depressão. Trata-se de uma doença multifatorial associada a diversas deficiências nutricionais. Está também relacionada a problemas reprodutivos e ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças da tireoide, insuficiência renal e câncer.

Os pesquisadores sugerem que o glifosato, o ingrediente ativo do herbicida Roundup, pode ser o principal fator causador dessa epidemia.

Um estudo recente relatado no artigo demonstrou que peixes expostos ao glifosato desenvolvem problemas digestivos semelhantes à doença celíaca. Segundo os autores, a doença celíaca está associada a desequilíbrios em bactérias do intestino que podem ser completamente explicadas pelos efeitos conhecidos do glifosato sobre as bactérias do intestino.

Características da doença celíaca incluem a diminuição de muitas enzimas citocromo P450, que atuam na desintoxicação de toxinas ambientais, na ativação da vitamina D3, na catabolização da vitamina A e na manutenção da produção dos ácidos biliares e de fontes de sulfato para o intestino.

E, segundo apontam os autores do estudo, o glifosato é conhecido por inibir as enzimas citocromo P450. Também as deficiências em ferro, cobalto, molibdênio, cobre e outros metais raros associadas à doença celíaca podem ser atribuídas à forte habilidade do glifosato de quelar esses elementos. Da mesma forma, deficiências em triptofano, tirosina, metionina e selenometionina associadas à doença celíaca correspondem à conhecida capacidade do glifosato de esgotar esses aminoácidos.

Os pesquisadores ressaltam ainda que portadores da doença celíaca têm maior risco de desenvolver Linfoma Não Hodgkin, doença que também tem sido associada à exposição ao glifosato. Além disso, argumentam, problemas reprodutivos associados à doença celíaca, tais como infertilidade, abortos e o nascimento de bebês com malformações, podem ser explicados pelo glifosato.

Os pesquisadores relatam então que resíduos de glifosato no trigo e em outras culturas tem crescido significativamente nos últimos anos devido à prática da dessecação das lavouras com o veneno para facilitar a colheita, o que tem aumentado a exposição da população ao veneno através da alimentação. Chamam ainda a atenção para o fato de que, desde 2001, o uso do glifosato na agricultura aumentou exponencialmente em função da difusão das lavouras transgênicas Roundup Ready, tolerantes à aplicação do produto. O veneno é hoje o herbicida mais utilizado no mundo, sobretudo em função de sua suposta baixa toxicidade e do preço que se tornou baixo depois que a patente do produto expirou e marcas genéricas passaram a ser comercializadas.

Em suma, os autores do artigo desenvolvem e fundamentam o argumento de que o alarmante aumento da incidência da doença celíaca nos EUA e no resto do mundo nos anos recentes é devido ao aumento no uso de herbicidas na agricultura e, em especial, ao aumento da exposição da população ao glifosato através dos resíduos presentes nos alimentos.

Eles concluem com um apelo aos governos para que revejam suas políticas com relação à segurança dos resíduos de glifosato nos alimentos.

Leia o artigo na íntegra, em inglês:

SAMSEL, Anthony., SENEFF, Stephanie. Glyphosate, pathways to modern diseases II: Celiac sprue and gluten intolerance.Interdisciplinary ToxicologyInterdiscip Toxicol. 2013; Vol. 6(4): 159–184.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Trigo Transgênico

Cada vez mais tenho observado reações intestinais e alérgicas exuberantes com o uso do que chamam Trigo, incluindo o integral.
Atribuía à hibridização com o Centeio praticada há séculos. Agora com a possibilidade da transgenia fica mais fácil entender tamanha agressividade clínica.
Com esta notícia ratifico a postura que tenho assumido desde 2010: Trigo é espécie extinta, sendo necessário sua EXCLUSÃO do cardápio daqueles que desejam promover ou recuperar a saúde.

Vejo repetir a mesma situação da soja em 1996: somente depois de constatar alergias severas em lactentes de mães que utilizavam soja é que ficamos sabendo que a soja transgênica da Argentina estava sendo contrabandeada ao Brasil.
Tenho constatado reações exuberantes ao que chamam de Trigo desde o ano 2000, e obtido melhora clínica após exclusão principalmente nas situações autoimunes.
Mantenho um Blog sobre o assunto para quem desejar maiores detalhes: http://triticaleautoimune.blogspot.com.br/